Violino

É, eu nasci para sofrer.
Não há mais dúvidas do meu destino.
É o mesmo do violino
Que suas cordas parecem romper

Quando seu choro ensandecido
Faz a Música delas surgir
E seu som é guarnecido
Pelo grito dele a bramir.

Quão triste é sua melodia.
Mas a razão é que, sem dor,
Muito mais triste ela seria,
Mas sem o teor arrebatador.

E só quem sofre me entende,
Pois quem vive e é feliz
Sua alma não se acende
Pelo que esta poesia agora diz.

Será que um dia meu lamento
Chegará aos ouvidos de quem
Faça dele um acalento
e não o veja com desdém?

Ou é apenas um consolo
Que eu busco para achar
Que não sou apenas um tolo,
De em algo acreditar.

Não, há a Justiça e a Verdade
E a Beleza, sua irmã,
Sua mãe é a Bondade
Que a todas unem feito um imã.

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