Retrato

Copyright © João Paulo Canário

Quem a pintou tão bela,
Que fez tomar a mim o ciúme?
Aos olhos, tua face deve ser imune.
Que nenhum homem ponha vista nela.

Ah, meu profundo amor…
Este rude mundo a ti profana,
A ti não dando altar de santa.
E ante ti lança seu olhar farejador.

Rudes e torpes! Não hão de alcançar
Toda a Beleza que tu resguarda.
Sua dignidade não romperão por nada.

Por mim, juro meu sangue entregar,
Pois sou de ti o amante mais fiel
E só por ti escreve meu pincel.

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