Alguém igual a ti


Poeta

Se eu vim para este mundo
Foi por motivo fecundo,
Como eu estou a escrever
E como tu estás a ler.

E, das minhas palavras, através,
Não hei de saber quem tu és.
Quem eu sou é o único plano
Que entender busco, afano.

E minhas angústias preciso dividir.
Quem sabe alguém possa delas usufruir
Não para de mim sentir dó,
Mas para saber que não está só.

Assim faço de meu amigo o pincel
Colocando as palavras no papel,
Para não perder a fé em existir,
Com a esperança de deixar de sentir.

Como se a tinta desta caneta, por fim,
Levasse uma parte de mim.
Para que um dia saibam que existiu
Alguém igual a ti: que amou, sofreu e partiu.

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