Mar

Copyright © Carlos Eduardo

Em face à duração do infinito,
Qual o tamanho do sentir?
Em um constante ir e vir,
Não é mais que um ínfimo rito.

Ante o trovão que a assolar,
Faz parecer que eterno é,
Enquanto nos deixa ao viés.
Mas rápido também é seu findar.

O que há de melhor na calmaria
Que vem após a avalanche?
É saber que numa revanche
Tal qual sobre a noite vem o dia.

E no não sentir há o sentir, enfim.
E nenhum dos dois hei de negar.
Vivo simplesmente como faz o mar
No maior espetáculo sem fim.

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