Apelo

Copyright © Carlos Eduardo

Palavra, vinde a mim
Rude poeta que anseia, enfim,
Ser fidedigno de te exaltar,
Aspirante de a ti levantar

Um altar para os olhos mortais
E sobre ele vos elevais.
De mim não é nem a tinta
Que nas palavras se extinta.

A querer nada estou fadado
E nem vos peço salvaguardo.
Com minha dor não vos importais,
Fazei dela escada aos mortais

Para verem em ti a certeza
De que há algo mais além da aspereza.
Para mirarem o céu e verem sua expressão.
Mas darei somente aos que no coração

Não há sinal da torpe arrogância,
Nem da triste vulgar ignorância.
Ainda, se a mim não vos revelardes
Por leal não me considerardes,

Que a tinta dessa caneta não possa escrever
E que, teus lábios, eu nunca possa ter.

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