Alma Gêmea

Sir Frank Dicksee, Romeo and Juliet, 1884

Enfim busco algo
de valor inestimável,
misterioso e inefável.
És o único, meu caro.

Separar por que razão
quando éramos um ser?
A busca faz parecer
o encontro uma ilusão.

Infinitos mundos e lugares!
Um deles você deve habitar.
Os destinos hão de cruzar
Em algum desses olhares.

Suplico a Eros e a Afrodite:
Quantas vidas irão passar,
quanto ar terei que respirar,
até ser parte de ti?

Em ilusões e paixões tropecei
mas que não foram em vão.
Reafirmaram a razão
que és tu quem sempre busquei.

És o sentido de cada passo que dou.
Eu te busco, te quero, te preciso.
Amo-te sem conhecer teu riso
Por ser parte do que eu sou.

Então farei isso: te amarei
cada segundo em que viver
e, em cada verso que escrever,
a Beleza expressarei.

Jamais deixarei de amar-te
E minha senda seguirei.
E a ti, alma gêmea, me unirei
Inteira, sem nenhuma parte.

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