Alma muda

As folhas balançam tal qual uma dança.
Lá fora o vento frio só não supera
O que em minha alma alcança
E que em gemidos e gritos reverbera.

Há de ouvir seu grito alguém?
Não, o seu chorar, surdo
E louco, deixaria a quem
Escutasse o som de seu lamurio.

E ela então fica calada
Ao ver ninguém a escutar.
E sua voz aprisionada,
Em verdade, só queria cantar.

Mas a banda foi embora
E muda, ela nada mais implora.

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