Arquivo da categoria: Música

Torturas ao amanhecer
Tonturas ao anoitecer
Sobre ser um pouco mais
Não sei se fico ainda
Mas não volto jamais
Cada sono me desperta
Eu ouço música para não ouvir seu recado
Tropeço sobre tropeço
Caio às vezes, mas é sempre mais longe
E levanto que é de pé que se dança

Hino à Alegria

(Barítono)

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!

(Barítonos, quarteto e coro)

Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se conosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!

(Tenor solo e coro)

Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.

(Coro)

Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.

Fonte: Sobre o Hino da Alegria

Violino

É, eu nasci para sofrer.
Não há mais dúvidas do meu destino.
É o mesmo do violino
Que suas cordas parecem romper

Quando seu choro ensandecido
Faz a Música delas surgir
E seu som é guarnecido
Pelo grito dele a bramir.

Quão triste é sua melodia.
Mas a razão é que, sem dor,
Muito mais triste ela seria,
Mas sem o teor arrebatador.

E só quem sofre me entende,
Pois quem vive e é feliz
Sua alma não se acende
Pelo que esta poesia agora diz.

Será que um dia meu lamento
Chegará aos ouvidos de quem
Faça dele um acalento
e não o veja com desdém?

Ou é apenas um consolo
Que eu busco para achar
Que não sou apenas um tolo,
De em algo acreditar.

Não, há a Justiça e a Verdade
E a Beleza, sua irmã,
Sua mãe é a Bondade
Que a todas unem feito um imã.

Doce música, por que a ouves tão triste?

És música e a música ouves triste? 
Doçura atrai doçura e alegria: 
porque amas o que a teu prazer resiste, 
ou tens prazer só na melancolia? 
se a concórdia dos sons bem afinados, 
por casados, ofende o teu ouvido, 
são-te branda censura, em ti calcados, 
porque de ti deviam ter nascido. 
Vê que uma corda a outra casa bem 
e ambas se fazem mútuo ordenamento, 
como marido e filho e feliz mãe 
que, todos num, cantam de encantamento: 
    É canção sem palavras, vária e em 
    uníssono: “só não serás ninguém”. 

Soneto 8, de William Shakespeare

Neste mês fiz o bolo de chá de bebê da Letícia, adotada pela minha amiga Patrícia Muller. Uma parte da imensa doçura de Letícia ficou em seu singelo bolo.

A massa foi pão-de-ló que aprendi no livro Técnicas de Confeitaria Profissional, da editora Senac. Indico esse livro para os amantes da arte Confeitaria.

Quem deseja realmente tornar-se um bom confeiteiro deve aprender as técnicas básica e clássicas e, a partir daí, começar a cria suas próprias receitas. Livros de receitas são interessantes para dar idéias, mas é preciso técnica para criar algo além de saboroso, estético, que junto a um senso apurado e um refinamento, obtendo uma verdadeira obra de arte gastronômica.

Para o recheio fiz uma calda de frutas vermelhas com amora e morangos. No post ensino como fazer. Misturei com um pouco de glacê e cream cheese e ficou sensacional!

Frutas e açucar

Cozinhando a chimia

Resultado Final

Para levar pro chá, fiz cupcakes pink com cobertura de glacê :)